"Curta, Conecte, Produza Cultura Negra"
Plataforma cultural, cujo objetivo é promover o diálogo inter-racial, a partir da cultura negra. www.feirapreta.com.br
"Qual o espaço da culutra negra hoje?"
Iniciado por michelle guerrero ohl. Última resposta de Francisco Henrique 1 dia atrás.
Vem aiiiiiiiiiiiiiiiiii A partir de Janeiro VEM AI EM JANEIRO NO PROJETO VITROLA'S BAR """ A FEIRA DE VINIL "" VC DJ'S, LOGISTA OU COLECIONADOR ENTRE EM CONTATO PARA AGENDAR SEU ESPAÇO FONE. 5677....
Iniciado por Daniel Tranza Negra 1 dia atrás.
Deveríamos continuamente reavaliar como atitudes de preconceito étnico comprometem a identidade e auto-estima da criança negra, podendo levá-la a um processo de exclusão social. Infelizmente o prec...
Iniciado por Rê Morais. Última resposta de Solon Marcondes 26 Nov.
baixe ai galera o mais novo cd do dj cuiabano so as melhores do ano
Iniciado por dj cuiabano o massacrador 24 Nov.


quinta-feira
26 novembro 2009 às 19:00 a 30 dezembro 2009 às 23:00 – R Ministro de godoi
quarta-feira
quinta-feira
3 dezembro 2009 de 19:00 a 23:00 – Empório Flôr do Dendê
sábado
5 dezembro 2009 de 17:00 a 17:00 – CLUBE DE ESPORTE JABAQUARA VILA GUARANI
quarta-feira
domingo
13 dezembro 2009 de 0:00 a 23:00 – Palacio das Convenções - Anhembi
segunda-feira
domingo
9 outubro 2011 de 18:00 a 19:00 – CCPC CONSOLACAO AV CONSOLACAO
Cheguei à cidade que escolhi para viver, deixei a mochila no maleiro do aeroporto e fui do Sul (Guarulhos) ao Norte (Pirituba) para o sarau do Coletivo Elo da Corrente. Êta lugar benfazejo! Aqueles tambores, aquelas folhas e pétalas de rosa no chão, Clara Nunes no toca-cds, aquilo tudo me transporta para a minha adolescência, para os templos de umbanda, susto e fascínio. É o sarau mais negro do mapa literário de São Paulo. Era a festa do poeta Carlos de Assumpção, 82 anos de poesia negra, e lançamento de uma coletânea de poemas, “Tambores da noite”, publicado pelo Coletivo Cultural Poesia na Brasa. O poeta lá, firme. Eu adquiri o livro, pedi autógrafo e logo me chamaram para ler. Fui lá e fiz a primeira leitura pública do Pentes em Sampa. Meu coração bambeou quando vi Carlos de Assumpção atento à leitura. Um pouco depois o Marciano, do Ciclo Contínuo, muito emocionado, nos convidou à leitura conjunta do Poema "Protesto". Longo poema. Fui bem até a metade e aí o velho coração desbordou, eu balbuciava, mas a voz não saía. E não sei bem o que me fez chorar, talvez a alegria do poeta, a emoção do Marciano Ventura, aqueles tambores, que calam tão fundo em mim. Talvez o fato de estar frente a frente com um desbravador e a responsabilidade de carregar o bastão que ele nos entrega, a nós, as gerações mais novas. Ainda tive a chance de trocar idéias com os amigos queridos Allan da Rosa, o sorridente Marciano, Akins Kintê e o Michel Yakini. Mais tarde foi a vez de conversar mais detidamente com a Raquel Almeida, nosso primeiro papo de verdade, na casa dela, onde dormi. Foi ótimo. É tão alentador ver uma mulher jovem enfrentando o machismo dos amigos (recalcitrante e venenoso) com a coragem de uma leoa a proteger sua própria dignidade e a de todas as mulheres. Fiquei muito feliz e orgulhosa por conhecer esta Raquel. Na sexta-feira pela manhã fui comprar flores para o lançamento do Pentes e à noite, assisti o "Ensaio sobre Carolina", espetáculo dos Crespos. Gostei muitíssimo da performance dos atores Sidney Santiago e Lucélia Sérgio, gostei também do cenário. O texto de Carolina (Maria de Jesus) sempre me nocauteia, é visceral demais. Justamente por isto, qualquer acréscimo pode se tornar excessivo e foi esta a minha sensação. Achei inadequada a inclusão de situações contemporâneas de discriminação racial no texto da peça, visando, talvez, uma interação maior com o público. No sábado rolou o lançamento do Pentes na Odun Formação e Produção, uma festa belíssima organizada por Viviane Ferreira e sua equipe. Houve performance de Evani Tavares, Sidney Santiago, Maria Gal e a música maravilhosa do Kadhira Neiva. A apresentação do Pentes, peça fina e preciosa, foi escrita e lida pelo amigo Emerson Inácio, professor de literatura na USP. Em breve vou postá-la aqui. Eu também li uns trechos do livro, acho importante que as pessoas ouçam a dicção da autora. Finda a saga paulistana, preparo-me para a segunda parte da odisséia, Salvador. Aguardem notícias (Na foto Carlos de Assumpção e Marciano Ventura).
Terminei na semana passada a leitura de "Vozes Marginais na Literatura", de Érica Peçanha do Nascimento, publicação bonita e bem cuidada da editora Aeroplano, Coleção Tramas Urbanas. O livro me arrebatou. Saí do lançamento com meu exemplar autografado e comecei a lê-lo no metrô, enquanto me dirigia ao hotel. Nos seis dias seguintes, queria chegar em casa rapidamente para prosseguir a leitura. Não me lembro quando foi a última vez que uma obra não-literária me tomou, assim. O estilo de escrita de Érica flui, seduz pela leveza, objetividade e fidelidade às construções discursivas dos informantes. Entretanto, merecíamos ler mais das reflexões sagazes da autora. Em certos momentos quis ver mais análise do discurso e menos reprodução das idéias dos informantes, por exemplo, no capítulo 3, "Por uma interpretação antropológica do movimento de literatura marginal dos escritores da periferia". Neste aspecto, parece-me que o livro deixou de ganhar em ousadia, atributo correlato ao conhecimento e perspicácia analítica da autora. Ainda sobre o estilo, um contraponto interessante à elegância da escrita de Érica é o posfácio do livro, um texto acadêmico burocrático, não-criativo, como lemos freqüentemente por aí. É embasada no quão longe Érica pode ir, ainda que limitada pelo alcance da minha mirada, que faço os comentários críticos a seguir, motivados pela leitura de um livro inspirador: 1 - Parece-me haver uma certa santificação das ONGs que têm apoiado o Movimento de Literatura Marginal em São Paulo. É honesto dizer que os saraus e outros aspectos da mobilização literária periférica pegam muita gente pelo coração porque o tema bombou e isso dá visibilidade política e pedagógica, aumentando assim, o poder de fogo junto a agências financiadoras. "Ninguém é inocente em São Paulo", já disse o Ferréz, num título muito feliz. Obviamente, sei que estou numa posição muito mais confortável do que a da autora para fazer esta observação, mas, de alguma forma, esperava encontrá-la no livro. No último capítulo, "A atuação político-cultural dos escritores da periferia", há elementos pouco explorados que, caso merecessem maior atenção, poderiam contribuir para posicionar a literatura periférica como voz autônoma e pró-ativa no mercado editorial brasileiro; 2 - Poderiam ser abordados os trabalhos de geração de renda e mesmo os empregos promovidos pela movimentação da literatura periférica; 3 - As estratégias de promoção e comercialização do objeto-livro no Movimento de Literatura Periférica merecem atenção, pois têm muito a ensinar ao mercado livreiro e 4, precisa ser debatida também, a questão da tiragem dos livros feita pelos autores periféricos e o quanto este grupo é precursor das doses homeopáticas de edição, feitas à conta-gotas, à medida que o livro circula. Lemos por aí uma louvação desmedida a editoras de classe média que têm adotado esta estratégia (publicação de um certo número de exemplares de acordo com a demanda e fôlego de circulação da obra) como se tivessem inventado a roda. Do lado de cá, a moçada da literatura periférica já vem fazendo isso há tempos, justamente porque tem feeling de mercado. Ainda que não tenha sido o propósito do livro, senti falta de mais comentários sobre as questões de gênero, sobre a ausência numérica de mulheres no movimento, sobre o machismo que as subalterniza, bem como do debate racial, que acabou se resumindo à auto-declaração de pertencimento racial dos informantes e de seus pais e à declaração reiterada de que um dos sujeitos entrevistados pertence ao Movimento Negro. "Vozes marginais na literatura" se impõe pela qualidade da escrita, pela riqueza de dados e adequação da análise, pelos resultados da pesquisa sensível e humanizada levada a termo pela autora e não, pela legitimidade do tema. Isso é fundamental, tanto para o trabalho de Érica, quanto para a literatura que fazemos nós, periféricos, negros, mulheres, gays e lésbicas escritoras e escritores, dentre outros sujeitos não canônicos. O livro de Érica nos convoca a que nos estabeleçamos no mundo literário por meio da literariedade dos nossos textos, pelo apuro da forma e pela universalidade que emprestamos aos nossos temas legítimos. De minha parte, aceito a convocação.Postado por DJ adautoDHEMIX em 29 novembro 2009 às 16:49
Postado por Rê Morais em 29 novembro 2009 às 14:30
Postado por Montsho =) em 28 novembro 2009 às 10:14
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Feira Cultural Preta
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Criado por adriana barbosa 29 Abr 2009 at 2:15. Atualizado pela última vez por adriana barbosa 12 Set.
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