Feira Cultural Preta

Feira Cultural Preta "Curta, Conecte, Produza Cultura Afro"

Plataforma cultural, cujo objetivo é promover o diálogo inter-racial, a partir da cultura negra. www.feirapreta.com.br

Eventos

Membros

  • adriana  barbosa
  • jurandyr de freitas junior
  • Nega Quetsia
  • The Best of Black
  • mayara rodrigues
  • vagner
  • $ c@rOlzí$$ima $ nega shOw
  • Orijuwon

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Feira Cultural Preta promove:






Espaço de celebração, reflexão e inquietação do movimento cultural de coletivos e artistas negros, ou que se dedicam a temática negra. A Plataforma Preta Cultural reúne informação sobre vários artistas e várias vertentes, funcionando como uma base de dados e divulgação de eventos, iniciativas, exposições, performances.
Áreas: fotografia – cinema - artes plásticas - música – literatura –
artesanato– moda - design – hip hop – teatro – dança –educação economia solidária, que reúne inúmeros representantes da cultura afro-brasileira e empreendedores de diversas regiões do Brasil.


A Feira Cultural Preta 2009 é uma plataforma cultural de difusão e preservação do Patrimônio Histórico e Artístico da população negra para a democratização da cultura aproximando as etnias e celebrando a diversidade através da união cultural.

Encontro de cultura, cidadania, educação e economia solidária, a Feira Cultural Preta já é um evento tradicional de São Paulo. Reunindo, desde 2002, mais de 70.000 visitantes.

A Feira Preta reúne públicos diversos – negros e não negros – entorno da celebração da diversidade através da cultura. Suas atrações formam um repertório focado na literatura, artes plásticas, fotografia, música, dança, moda, cinema, empreendedorismo e política pública, que contempla o universo das crianças,
adolescentes, adultos e a melhor idade.

Pílulas de Cultura Feira Preta e Casa das Caldeiras realizam Edição Especial "Hip Hop em Rede


No dia 05 de Julho a Casa das Caldeiras receberá uma edição especial das Pílulas de Cultura Feira Preta dedicada ao Hip Hop com entrada franca e, expressa através das mais diversas manifestações artísticas. Esta edição reserva um bate-papo sobre Hip Hop além de, intervenções musicais, exposições, oficinas, exibição de filmes, desfiles, participação de MC´s e discotecagem. A apresentação do evento fica por conta do “Mestre de Cerimônia” Max DMN.
A roda de conversa que terá como tema, Empreendendo no Hip Hop "Um novo jeito de se fazer", trará uma reflexão sobre como esta cultura empreendendo no mercado brasileiro e em relação a demais partes do mundo onde o Hip Hop está presente. Para tanto, o evento contará com a presença do Fábio Rogério da Rádio 105 FM, Alexandre de Maio do Boletim Caos e Revista Rap Brasil, Negro Rauls da ONG Jangadeiro e produtor do Rappin Hood, DJ Bola (A Banca), Shirley do Grupo Ca.Gê.Be A mediação ficará por conta de Liliane Braga jornalista independente, pesquisadora e produtora e Adriano José da ONG Ação Educativa.
O debate culminará com a apresentação do Rael da Rima, integrante do Pentágono (grupo de Rap da Zona Sul de São Paulo), que para as Pílulas de Cultura Feira Preta prepara um show solo em uma versão inusitada para o Hip Hop, voz e violão.
Também não poderia faltar para esta edição a exibição de um documentário que aborde a temática e, desta vez, “Favela no Ar”, uma co-produção internacional entre a brasileira 13 Produções, a dinamarquesa Rosforth e a sueca Stocktown, retrata o despertar do jovem pobre paulistano para a consciência social na identificação da vida que imita a arte com a arte que imita a vida. É o capítulo paulistano da história cultural do respeitado rap nacional na voz de seus principais expoentes. “O rap é a chave. O rap é a única música que reúne multidões pra falar de consciência. É o poder da comunicação”.
Haverá ainda a apresentação do MC Criolo Doido da inusitada Rinha dos MC’s, discotecagem com a DJ Vivian, intervenção de artes plásticas/grafite com Hélder Oliveira do CEDECA Interlagos, exposição do Guilherme Scabin, oficina de Break com TK do Teso Zero, oficina de DJ com “DJ Bola – A Banca”, oficina de rimas com James Nogueira Lino e desfile de Street Wear com Miss Brown, Pegada Preta e Acredita Benedita. Toda a programação deverá convergir para a composição dos quatro elementos do Hip Hop: MC, DJ, Break e Grafite.
Serviço: Pílulas de Cultura Feira Preta Edição Especial “Hip Hop em Rede”
05 de Julho 2009 - 16:00 às 21:30
Entrada Franca
Local: Av. Francisco Matarazzo, 2000 – Barra Funda
Realização: Pretamultimidia, Parceria: Casa das Caldeiras, e Apoios: Centro Cultural da Espanha em São Paulo/AECID e Proac - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e Governo de São Paulo e CONE – Coordenadoria Especial do Negro de São Paulo.
Tel: Pretainfo (11) 3031-2374 E-mail: feirapreta@uol.com.br
Mais informações:
Feira Preta: www.feirapreta.com.br
Pílulas de Cultura Feira Preta: http://www.feirapreta.ning.com

Programação:
Exibição do documentário “Favela no Ar” da 13 Produções (brasileira), Rosforth (dinamarquesa), Stocktown (sueca);
Monitoria em torno da Casa das Caldeiras (Patrimônio Histórico);
Intervenção de Artes Plásticas/grafite com Hélder Oliveira do CEDECA Interlagos;
Exposição com Guilherme Scabin;
Oficina de DJ com “DJ Bola – A Banca”;
Oficina de Break com TK da Teso Zero;
Oficina de Rimas com James Nogueira Lino;
Desfile de Street Wear com Miss Brown, Pegada Preta e Acredita Benedita;
Expositores da Feira Preta;
Roda de Conversa – Empreendendo no Hip Hop “Um novo jeito de se fazer”, com Fábio Rogério da Rádio 105 FM, Alexandre de Maio do Boletim Caos e Revista Rap Brasil, DJ Bola (A Banca), Negro Rauls Jangadeiro e produtor do Rappin Hood, a rapper Shirley do Ca.GÊ.Be. Mediadores será de Liliane Braga jornalista independente, pesquisadora e produtora e Adriano José da ONG Ação Educativa;
Intervenção Musical: MC Criolo Doido, Rael da Rima e DJ Vivian.



Participe: Pilulas de Cultura Feira Preta

As Pílulas de Cultura são açõe, realizadas mensais durante o ano todo com o intuito de levar manifestações artísticas voltadas á cultura negra contemporânea que não estão presentes nos grandes circuitos e veículos de comunicação de massa e ao mesmo tempo provocar inquietação e a reflexão sobre o espaço que a cultura negra tem ocupado na sociedade em seus diversos setores.

Durante as Pilulas de Cultura o público pode conferir: sessões de cinema, pocket shows, exposições de artes plásticas, gravuras e fotografia; saraus de literatura, danças africanas e afro-brasileira e Hip Hop.

Todas essas apresentações são geradas a partir da Rede Social: feirapreta.ning.com que proporciona a fruição de informação, intercâmbio de coletivos artísticos, divulgação dos produtos culturais. Todos esses elementos citados geram reflexões e conteúdo para as Pílulas. O que era somente uma participação virtual se torna participação presencial.

Curadoria: (Escolha dos artista) - A opinião do público é de extrema importância, pois o visitante participa ativamente na escolha da programação. Através de um canal de relacionamento estreito – as comunidades virtuais – são constantemente animadas, com postagens de blogs, fotos, vídeos, poesias pelos artistas, juntamente com aplicação de pesquisas com o intuito de aproximar e comprometer o público com o sucesso do evento, pois tudo o que acontece durante a Pílula é feito para que eles contemplem, interajam, e saiam do evento transformados por um dia repleto de informação sobre suas histórias. Ou seja, o conteúdo que for gerado, as discussões, fóruns e reflexões servirão de base para a escolha dos artistas que se apresentará na programação do evento.

Para que que ocorra essa movimentação, é necessário que vc participe, presencialmente ou virtualmente.
Envie-nos sugestões, criticas, dicas culturais, escreva para o fórum, blogs e afins....
As dicas mais votadas estarão participando das Pilulas de Cultura na Casa das Caldeiras ou na Fnac.

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Opinião: Virada Cultural é uma quase Noite Branca de Paris
Por Dennis de Oliveira [Terça-Feira, 5 de Maio de 2009 às 15:23hs]

Olhei a programação da quinta edição da Virada Cultural ocorrida neste final de semana em São Paulo. Na minha caixa de emails, já rolava mensagens alertando que a turma do hip-hop e da black music que tinha sido segregada em 2008 desta vez foi excluída como manifestação cultural legítima da cidade. Mesmo o samba foi diluído. No telejornal de sábado da TV Cultura, a matéria de evocação do evento e do seu criador, o atual governador-candidato José Serra, lembrando que a Virada Cultural de São Paulo se inspira no projeto “Noites Brancas” de Paris. Brancas lá como idéia de noites iluminadas. Aqui, noites sem pretos e pobres da perifa.
Depois de participar das Pílulas Culturais da Feira Preta, no belíssimo espaço da Casa das Caldeiras, na Barra Funda, onde discuti com artistas, produtores e empreendedores negros o significado dos 121 anos da abolição inconclusa, resolvi assistir o show da Maria Rita, no encerramento da Virada. Isto em um domingo em que o futebol selava a redenção de dois ícones populares: o Corinthians, campeão paulista depois de ter que passar o ano passado na segunda divisão do Campeonato Brasileiro; e o seu centroavante Ronaldo, ex-ídolo da torcida brasileira e que passou um período razoável nos noticiários de tragédias – perda de títulos, contusões, ostracismo – e coberturas bizarras, como a sua “saída” com travestis.
Na ida para o palco da Avenida São João, após estacionar o carro na Rua Guaianazes, passei em um quarteirão em que se amontoavam pessoas fumando crack, maconha e outras drogas, junto com mendigos e alguns carroceiros. Avançando adiante, a paisagem mudava e logo compreendi: o policiamento fez um “cordão sanitário” em que os parias do centro – aqueles em que os que defendem a “revitalização” do Centro sonham em exirpá-los do cenário urbano – eram proibidos de entrar. Parecia um acordo: a “crackolândia”, durante a Virada Cultural foi confinada em um quarteirão da Rua Guaianazes. A concentração de fumaça de crack e maconha foi tanta que quase entrei em estado “alfa”.
Maria Rita fez um show “quase preto”, cantou músicas maravilhosas, alguns sambas e a batida da sua banda tinha um forte tom da percussão. Fiquei sabendo que ela está fazendo apresentações com o Quinteto Preto e Branco, não sei se na Virada isto aconteceu. Mas é a síntese do que se pensa para o problema do racismo no Brasil: dar um espaço quase preto, mas sem o protagonismo negro. Como alguns intelectuais que assinaram o manifesto contra as cotas. Alguns deles até estudam a questão racial, outros se dizem simpáticos a causa negra, mas estrilam quando há a reivindicação do protagonismo negro. Pensam o negro como objeto, não como sujeito. Já no caso dos excluídos, a política “humana” é confiná-los em espaços pequenos, como um quarteirão de rua. É uma “quase-democracia”.
Na esquina da Av. São João em frente a Pça. Júlio Mesquita, os prédios deteriorados que no dia-a-dia sediam alguns inferninhos onde putas (putas mesmo, garotas de programa pertencem a outro patamar segundo a Novilíngua do capitalismo neoliberal) fazem programas a preços módicos, eram ocupados por fãs de Maria Rita que faziam das suas sacadas e até das suas lajes camarotes exóticos.
Terminado o show, pouco a pouco o simulacro de um capitalismo excludente sem excluídos – o sonho de toda a elite politicamente correta – vai se esvaindo. O cordão sanitário que confinou os parias se desfaz e volta-se à normalidade. No próximo ano, o entusiasmo da Virada Cultural retorna e durante pelo menos dois dias, poder-se-á ver o centro de São Paulo quase uma noite branca de Paris.


Professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) e membro do Neinb (Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro). E-mail: dennisol@usp.br


Mensagens de blog

NEGO MARAVILHA

PEGADA PRETA

Postado por NEGO MARAVILHA em 4 julho 2009 às 15:56

Karla Cristina Belfort

I SEMINÁRIO FASHION BRASIL

Postado por Karla Cristina Belfort em 2 julho 2009 às 13:38

Alexandre Xucrusale

Se amanhã

Postado por Alexandre Xucrusale em 1 julho 2009 às 10:04

Luiz Antonio Pereira dos Santos

"... FRENTE NEGRA...

Postado por Luiz Antonio Pereira dos Santos em 29 junho 2009 às 16:35

Blog da cidinha

Resposta do professor Kabengele Munanga ao ilusionista midiático Demétrio Magnóli

*Manifestação do professor Kabengele Munanga acerca da matéria “Monstros tristonhos” publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009, de autoria de Demétrio Magnoli* "Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 (http://arquivoetc . blogspot. com/2009/ 05/demetrio- magnoli-monstros -tristonhos. html), intitulada “Monstros tristonhos”, o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado ”tribunais raciais” que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR pelo sistema de cotas raciais neste ano de 2009 teve sua matrícula cancelada pelo “tribunal racial” dessa universidade. A questão que se põe é saber se além desses estudantes, cujas matrículas foram canceladas, outros alunos mestiços ingressaram em cerca de 70 universidades públicas que aderiram à política de cotas. Se a resposta for afirmativa, os que tiveram sua matrícula cancelada constituem casos raros ou excepcionais que mereceriam a atenção não apenas de Demétrio Magnoli, mas também de todas as pessoas que defendem a justiça e a igualdade de tratamento. Mas por que esses casos raros, que constituem uma exceção e não a regra, foram “injustiçados” pelas comissões de controle formadas nessas universidades para evitar fraudes, comissões que o sociólogo Demétrio rotula de “tribunais raciais”? Por que só eles? Por que não ocorreu o mesmo com os outros mestiços aprovados? Houve realmente injustiça racial ou erro humano na avaliação da identidade física dessas pessoas que foram simplesmente consideradas brancas e não mestiças apesar de sua autodeclaração? Os erros humanos, quando são detectados, devem ser corrigidos pelos próprios humanos, como o foi no caso dos estudantes gêmeos da UnB. As injustiças, flagrantes ou não, devem ser apuradas e julgadas pela própria justiça que, num estado democrático de direito como o Brasil, deverá prevalecer. Acho que os estudantes Tatiana de Oliveira e Juan Felipe Gomes, e tantos outros que o sociólogo menciona sem entretanto nomeá-los, devem procurar um advogado para defender seus direitos se estes tiverem sido efetivamente violados pelos chamados “tribunais raciais”. Entendo que o geógrafo Demétrio tenha pena deles, considerando a sua sensibilidade humana. Se realmente houve erro humano na verificação da identidade desses estudantes, a explicação não está na citação intencionalmente deturpada de algumas linhas extraídas de um texto introdutório de três páginas ao livro de Eneida de Almeida dos Reis, intitulado* MULATO: negro-não-negro e/ou branco-não-branco,* publicado pela Editora Altara, na Coleção Identidades, São Paulo, em 2002. Veja como é interessante a estratégia de ataque do geógrafo Demétrio Magnoli. Ele escondeu de seus leitores o título do livro de Eneida de Almeida dos Reis, assim como a casa editora e a data de sua publicação para evitar que possíveis interessados pudessem ter acesso à obra para averiguar direta e pessoalmente o fundamento das acusações. De fato, ele não disse absolutamente nada sobre o conteúdo desse livro, e passa a impressão de ter lido apenas vinte linhas do total de três páginas da introdução, a partir das quais constrói seu ensaio e sua acusação. Com sua inteligência genuína, acho que ele poderia ter feito uma pequena síntese desse livro para seus leitores; se ele o tivesse mesmo lido, entenderia que nada inventei sobre a ambivalência genética do mestiço que não estivesse presente no próprio título da obra “Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco”. Desde quando a palavra ambivalência é sinônimo de “monstro tristonho”? Estamos assistindo à invenção, pelo geógrafo, de novos verbetes dos dicionários da língua portuguesa? O livro de Eneida de Almeida dos Reis resultou de uma pesquisa para dissertação de mestrado defendida na PUC de São Paulo sob a orientação de Antonio da Costa Ciampa, Professor do Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia da PUC São Paulo. Ele foi convidado a fazer a apresentação do livro, na qualidade de professor orientador, e eu para escrever a introdução, na qualidade de ex-professor na disciplina “Teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, ministrada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP. O livro se debruça sobre as peripécias e dificuldades vividas pelos indivíduos mestiços de brancos e negros, pejorativamente chamados mulatos, no processo de construção de sua identidade coletiva e individual, a partir de um estudo de caso clínico. É uma pena que nosso crítico acusador não tenha tido a coragem de apresentar a seus leitores o verdadeiro conteúdo desse livro, resultado de uma meticulosa pesquisa acadêmica, e não da minha fabulação. Para entender porque essas pessoas mestiças foram consideradas brancas, apesar de terem declarado sua afrodescendência, é preciso voltar ao clássico “Tanto preto quanto branco: estudos de relações raciais”, de Oracy Nogueira (São Paulo: T.A. Queiroz, 1985). Se o geógrafo Demétrio tivesse lido esse livro, acredito que teria entendido porque as pessoas brancas que possuem algumas gotas de sangue africano são consideradas pura e simplesmente negras nos Estados Unidos – apesar de exibirem uma fenotipia branca – e brancas no Brasil. Ensina Nogueira que a classificação racial brasileira é de marca ou de aparência, contrariamente à classificação anglo-saxônica que é de origem e se baseia na “pureza” do sangue. Do ponto de vista norteamericano, todos os brasileiros seriam, de acordo com as pesquisas do geneticista Sergio Danilo Pena, considerados negros ou ameríndios, pois todos possuem, em porcentagens variadas, marcadores genéticos africanos e ameríndios, além de europeus, sem dúvida. Quando essas pessoas fenotipicamente brancas e geneticamente mestiças se consideram ou são consideradas brancas no decorrer de suas vidas e assumem, repentinamente, a identidade afrodescendente para se beneficiar da política das cotas raciais, as suspeitas de fraude podem surgir. Creio que foi o que aconteceu com os alunos cujas matrículas foram canceladas na UFSM e na UFSCAR. Se não houver essa vigilância mínima, seria melhor não implementar a política de cotas raciais, porque qualquer brasileiro pode se declarar afrodescendente, partindo do pressuposto de que a África é o berço da humanidade.. Lembremo-nos de que no início dos debates sobre as cotas colocava-se a dificuldade de definir quem é negro no Brasil por causa da mestiçagem. Falsa dificuldade, porque a própria existência da discriminação racial antinegro é prova de que não é impossível identificá-lo. Senão, o policial de Guarulhos não teria assassinado o jovem dentista identificado como negro pelo cidadão branco assaltado, e os zeladores de todos os prédios do Brasil não teriam facilidade para orientar os visitantes negros a usar os elevadores de serviço. Por sua vez, as raras mulheres negras moradoras dos bairros de classe média não seriam constantemente convidadas pelas mulheres brancas, quando se encontram nos elevadores, para trabalhar como domésticas em suas casas. Existem casos duvidosos, como o dos alunos em questão, que mereceriam uma atenção desdobrada para não se cometer erros humanos, mas não houve dúvidas sobre a identidade da maioria dos estudantes negros e mestiços que ingressaram na universidade através das cotas. Bem, o geógrafo Demétrio Magnoli leva ao extremo a acusação a mim dirigida quando me considera um dos “*ícones do projeto da racialização oficial do Brasil”. *Grave acusação! Infelizmente, ele não deu nomes a outros ícones. Nomeou apenas um deles, cuja obra não leu, ou melhor, demonstra não ter lido. Mas por que só o meu nome mencionado? Porque sou o mais fraco, pelo fato de ser brasileiro naturalizado, ou o mais importante, por ter chegado ao ponto mais alto da carreira acadêmica? Isso parece incomodá-lo bastante! Um negro que chegou lá, ao topo da carreira acadêmica, numa das melhores universidades do país, mas nem por isso esse negro deixou de ser solidário, pois milita intelectualmente para que outros negros, índios e brancos pobres tenham as mesmas oportunidades. De acordo com as conclusões assinaladas no livro de Eneida de Almeida dos Reis, muitos mestiços têm dificuldades para construir sua identidade por causa da ambivalência (Mulato: negro-não-negro e/ou branco-não-branco) , dificuldades que eles teriam superado se tivessem política e ideologicamente assumido uma de suas heranças, ou seja, a sua negritude, que é o ponto nevrálgico de seu sofrimento psicológico. Se o sociólogo acusador tivesse lido este livro e refletido serenamente sobre suas conclusões, ele teria percebido que não alimento nenhum projeto ou plano de ação para suprimir a mestiçagem no Brasil. Isto só pode ser chamado de masturbação ideológica, e não de análise sociológica, nem geográfica! Como seria possível suprimir a mestiçagem, que é um fato fundamental da história da humanidade, desafiando as leis da genética e a vontade dos homens e das mulheres que sempre terão intercursos interraciais? Nem o autor do ensaio sobre as desigualdades das raças humanas, Arthur de Gobineau, chegou a acreditar nessa possibilidade. Se as leis segregacionistas do Sistema Jim Crow no Sul dos Estados Unidos e do Apartheid na África do Sul não conseguiram fazê-lo, os ícones da racialização oficial do Brasil, entre os quais nosso colega me situa, terão esse poder mágico e milagroso que ele lhes atribui? Entrando na vida privada, gostaria que o sociólogo soubesse que tenho um filho e uma neta mestiços que não são monstros tristonhos como ele pensa, pois são educados para assumir sua negritude e evitar assim os graves problemas psicológicos apontados na obra de Eneida de Almeida Dos Reis, através da indefinida personagem Maria, (ver p.39-100). Como se pode dizer que os mestiços são geneticamente ambivalentes e que política e ideologicamente não podem permanecer nessa ambivalência e ser por isso taxado de charlatão acadêmico? Creio que se trata apenas de uma reflexão que decorre das conclusões do próprio livro e que de /per si/ não constituiria nenhum charlatanismo. Não seria um contra-senso e um grave insulto à USP que esse “charlatão acadêmico” tenha chegado ao topo da carreira acadêmica? E que tenha orientado dezenas de doutores hoje professores nas grandes universidades brasileiras, como a USP, UNICAMP, UNESP, UFMG, UFF, UFRJ, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de São Luiz do Maranhão, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Candido Mendes, PUC de Campinas, etc. Creio que, salvo o geógrafo Demétrio, os que me conhecem através de textos que escrevi, de minhas aulas e de minhas participações nos debates sociais e intelectuais no país e no exterior, não me atribuiriam esse triste retrato. Disse ainda o geógrafo Demétrio que */“do ponto mais alto da carreira universitária, o antropólogo professa a crença do racismo científico, velha de mais de um século, na existência biológica de raças humanas, vestindo-a curiosamente numa linguagem decalcada da ciência genética”./ *Sinceramente, não entendo como Demétrio conseguiu tirar tanta água das pedras. Das 20 linhas extraídas, de maneira deturpada, de um texto de três páginas de introdução, ele conseguiu dizer coisas horríveis, como se tivesse lido tudo que escrevi durante minha trajetória intelectual sobre o racismo antinegro. A colonização da África, contrariamente às demais colonizações conhecidas na história da humanidade, foi justificada e legitimada por um /corpus/ teórico-cientí fico baseado nas idéias evolucionistas e racialistas produzidas na modernidade ocidental. Teria algum sentido para mim, que milito contra o racismo, professar o racismo científico para lutar contra o racismo à brasileira? Acho que nosso geógrafo quer me transformar num demente que não sou. As pessoas que leram seu texto no jornal O Estado de S. Paulo podem pensar que eu sou esse negro ex-colonizado que professa as mesmas idéias do racismo científico que postulou a inferioridade e a desumanidade dos africanos, incluída a dele mesmo. Como entender que meus alunos de Pós-graduação, a quem ensino há vinte anos “As teorias sobre o racismo e discursos antirracistas”, uma disciplina freqüentada por alunos da USP, de outras universidades e outros estados, têm a coragem de ocupar um semestre inteiro para escutar profissões de fé em favor do racismo científico? Se o geógrafo Demétrio quer saber mais sobre mim, ingressei na Faculdade em 1964, aos vinte e dois anos de idade. Tive aulas de Antropologia Física com um dos melhores biólogos e geneticistas franceses, Jean Hiernaux. Uma das primeiras coisas que ele me ensinou era que a raça não existe biologicamente. Através de suas aulas, li François Jacob, Nobel de Fisiologia (1965) e um dos primeiros franceses a decretar que a raça pura não existe biologicamente; e J.Ruffie, Albert Jacquard e tantos outros geneticistas antirracistas dessa época. Portanto, sei muito bem, e bem antes de Demétrio que o racismo não pode ter mais sustentação científica com base na noção das raças superiores e inferiores, que não existem biologicamente. Sei muito bem que o conteúdo da raça enquanto construção é social e político. Ou seja, a realidade da raça é social e política porque tivemos na história da humanidade povos e milhões de seres humanos que foram mortos e dominados com justificativa nas pretensas diferenças biológicas. Temos em nosso cotidiano, pessoas discriminadas em diversos setores da vida nacional porque apresentam cor da pele diferente. Nosso sistema educativo é eurocêntrico e nossos livros didáticos são repletos de preconceitos por causa das diferenças. Não sou um novato que ingressou ontem na universidade brasileira. No Brasil, fui introduzido ao pensamento racial nacional por grandes mestres, como João Baptista Borges Pereira, que foi meu orientador no doutoramento, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Oracy Nogueira, entre outros. Não sei onde estava Demétrio nessa época e em que ano ele descobriu que a raça não existe. Acho um exagero querer me dar lição de moral sobre coisas que eu conheço muito antes dele. Isto não quer dizer que ele não possa me ensinar temas pertinentes à geografia, como por exemplo, o que se pode ler em seu livro sobre a África do Sul – “Capitalismo e Apartheid”, publicado pela Editora Contexto, São Paulo, 1998, que oferece algumas informações interessantes sobre a história do sistema do apartheid. Esse livro faz parte da bibliografia recomendada na disciplina ministrada na Graduação, não obstante algumas incorreções históricas nele contidas. Um dos maiores problemas da nossa sociedade é o racismo, que, desde o fim do século passado, é construído com base em essencializações sócio-culturais e históricas, e não mais necessariamente com base na variante biológica ou na raça. Não se luta contra o racismo apenas com retórica e leis repressivas, não somente com políticas macrossociais ou universalistas, mas também, e, sobretudo, com políticas focadas ou específicas em benefício das vítimas do racismo numa sociedade onde este é ainda vivo. É neste sentido que faço parte do bloco dos intelectuais brancos e negros que defendem as políticas de ação afirmativa e de cotas para o acesso ao ensino superior e universitário. Na cabeça e no pensamento de Demétrio Magnoli, todos os que fazem parte desse bloco querem racializar o Brasil, e isso faz parte de um projeto e de um plano de ação. Que loucura! Defendemos as cotas em busca da igualdade entre todos os brasileiros, brancos, índios e negros, como medidas corretivas às perdas acumuladas durante gerações e como políticas de inclusão numa sociedade onde as práticas racistas cotidianas presentes no sistema educativo e nas instituições aprofundam cada vez mais a fratura social. Cerca de 70 universidades públicas estaduais e federais que aderiram à política de cotas sem esperar a Lei ainda em tramitação no Senado entenderam a importância e a urgência dessa política. Acontece que essas universidades não são dirigidas por negros, mas por compatriotas brancos que entendem que não se trata do problema do negro, mas sim do problema da sociedade, do seu problema como cidadão brasileiro. Podemos dizer que todos esses brancos no comando das universidades querem também racializar o Brasil, suprimir os mestiços e incentivar os conflitos raciais? Afinal, podemos localizar os linchamentos e massacres raciais nos Estados onde se encontram as sedes das universidades que aderiram às cotas? Tudo não passa de fabulações dos que gostariam de manter o /status quo/ e que inventam argumentos que horrorizam a sociedade. Quem está ganhando com as cotas? Apenas os alunos negros ou a sociedade como um todo? Quem ingressou através das cotas? Apenas os alunos negros e indígenas ou entraram também estudantes brancos da escola pública? Concluindo, penso que existe um debate na sociedade que envolve pensamentos, filosofias e representações do mundo, ideologias e formações diferentes. Esse pluralismo é socialmente saudável, na medida em que pode contribuir para a conscientização de seus membros sobre seus problemas e auxiliar a quem de direito, o legislador e o executivo, na tomada de decisões esclarecidas. Este debate se resume a duas abordagens dualistas. A primeira compreende todos aqueles que se inscrevem na ótica essencialista, segundo a qual a humanidade é uma natureza ou uma essência e como tal possui uma identidade genérica que faz de todo ser humano um animal racional diferente dos demais animais. Eles afirmam que existe uma natureza comum a todos os seres humanos em virtude da qual todos têm os mesmos direitos, independentemente de suas diferenças de idade, sexo, raça, etnias, cultura, religião, etc. Trata-se de uma defesa clara do universalismo ou do humanismo abstrato, concebido como democrático. Considerando a categoria raça como uma ficção, eles advogam o abandono deste conceito e sua substituição pelos conceitos mais cômodos, como o de etnia. De fato, eles se opõem ao reconhecimento público das diferenças entre brancos e não brancos. Aqui temos um antirracismo de igualdade que defende os argumentos opostos ao antirracismo de diferença. As melhores políticas públicas, capazes de resolver as mazelas e as desigualdades da sociedade, deveriam ser somente macro-sociais ou universalistas. Qualquer proposta de ação afirmativa vinda do Estado que introduza as diferenças para lutar contra as desigualdades, é considerada, nessa abordagem, como um reconhecimento oficial das raças e, conseqüentemente, como uma racialização do Brasil, cuja característica dominante é a mestiçagem. Ou, em outras palavras, as políticas de reconhecimento das diferenças poderão incentivar os conflitos raciais que, segundo dizem, nunca existiram. Assim sendo, a política de cotas é uma ameaça à mistura racial, ao ideal da paz consolidada pelo mito de democracia racial, etc. Eu pergunto se alguém pode se tornar racista pelo simples fato de assumir sua branquitude, amarelitude ou negritude? Como se identifica então o geógrafo Demétrio: branco, negro, mestiço ou Demétrio indefinido? Pelo que me consta, ele se identifica como branco, mas não aceita que os negros e seus descendentes mestiços se identifiquem como tais e lutem por seus direitos num país onde são as grandes vítimas do racismo. A menos que ele negue a existência das práticas racistas no cotidiano brasileiro, e as diferenças de cor, sexo, classe e religiões que exigiriam políticas diferenciadas. A segunda abordagem reúne todos aqueles que se inscrevem na postura nominalista ou construcionista, ou seja, os que se contrapõem ao humanismo abstrato e ao universalismo, rejeitando uma única visão do mundo em que não se integram as diferenças. Eles entendem o racismo como produção do imaginário destinado a funcionar como uma realidade a partir de uma dupla visão do outro diferente, isto é, do seu corpo mistificado e de sua cultura também mistificada. O outro existe primeiramente por seu corpo antes de se tornar uma realidade social. Neste sentido, se a raça não existe biologicamente, histórica e socialmente ela é dada, pois no passado e no presente ela produz e produziu vítimas. Apesar do racismo não ter mais fundamento científico, tal como no século XIX, e não se amparar hoje em nenhuma legitimidade racional, essa realidade social da raça que continua a passar pelos corpos das pessoas não pode ser ignorada. /Grosso modo, /eis as duas abordagens essenciais que dividem intelectuais, estudiosos, midiáticos, ativistas e políticos, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Ambas produzem lógicas e argumentos inteligíveis e coerentes, numa visão que eu considero maniqueísta. Poderão as duas abordagens se cruzar em algum ponto em vez de se manter indefinidamente paralelas? Essa posição maniqueísta reflete a própria estrutura opressora do racismo, na medida em que os cidadãos se sentem forçados a escolher a todo momento entre a negação e a afirmação da diferença. A melhor abordagem seria aquela que combina a aceitação da identidade humana genérica com a aceitação da identidade da diferença. Para ser um cidadão do mundo, é preciso ser, antes de mais nada, um cidadão de algum lugar, observou Milton Santos num de seus textos. A cegueira para com a cor é uma estratégia falha para se lidar com a luta antirracista, pois não permite a autodefinição dos oprimidos e institui os valores do grupo dominante e, conseqüentemente, ignora a realidade da discriminação cotidiana. A estratégia que obriga a tornar as diferenças salientes em todas as circunstâncias obriga a negar as semelhanças e impõe expectativas restringentes. Se a questão fundamental é como combinar a semelhança com a diferença para podermos viver harmoniosamente, sendo iguais e diferentes, por que não podemos também combinar as políticas universalistas com as políticas diferencialistas? Diante do abismo em matéria de educação superior, entre brancos e negros, brancos e índios, e levando-se em conta outros indicadores socioeconômicos provenientes dos estudos estatísticos do IBGE e do IPEA, os demais índices do Desenvolvimento Humano provenientes dos estudos do PNUD, as políticas de ação afirmativa se impõem com urgência, sem que se abra mão das políticas macrossociais. Não conheço nenhum defensor das cotas que se oponha à melhoria do ensino público. Pelo contrário, os que criticam as cotas e as políticas diferencialistas se opõem categoricamente a qualquer política de diferença por considerá-las a favor da racialização do Brasil. As leis para a regularização dos territórios e das terras das comunidades quilombolas, de acordo com o artigo 68 da Constituição, as leis 10639/03 e 11645/08 que tornam obrigatório o ensino da história da África, do negro no Brasil e dos povos indígenas; as políticas de saúde para doenças específicas da população negra como a anemia falciforme, etc., tudo isso é considerado como racialização do Brasil, e virou motivo de piada. Convido o geógrafo Demétrio Magnoli a ler o que escrevi sobre o negro no Brasil antes de se lançar desesperadamente em críticas insensatas e graves acusações. Se porventura ele identificar algum traço de defesa do racismo científico em meus textos, se encontrar algum projeto ou plano de ação para suprimir os mestiços e racializar o Brasil, já que ele me acusa de ícone desse projeto, ele poderia me processar na justiça brasileira, em vez de inventar fábulas que não condizem com minha tradicionalmente pública e costumeira postura."

Serena conquista o 3º título em Wimbledon e devolve revés de 2008 contra irmã

(Deu no UOL Esporte). "Em uma final sem surpresas, que confrontou as irmãs Williams, presentes em oito das últimas dez decisões em Wimbledon, foi a caçula Serena quem se deu melhor e faturou a taça do tradicional Grand Slam, o terceiro da temporada. Neste sábado, a norte-americana bateu a irmã Venus em dois sets e, além de faturar sua terceira taça na grama de Londres, devolveu o revés na decisão do último ano, também entre as duas. Na sequência, as irmãs levantaram a taça na disputa de duplas. Serena Williams chegou à sua terceira taça, voltando a vencer após ter sido campeã nas temporadas de 2002 e 2003 na Inglaterra Serena comemora a conquista sobre Venus por 2 sets a 0, na decisão deste sábado CONFIRA AS FOTOS DA DECISÃO COMENTE A CONQUISTA DE SERENA TÍTULO DE MARIA ESTHER FAZ 50 ANOS VEJA A TRAJETÓRIA DE SERENA LEIA MAIS NOTÍCIAS SOBRE TÊNIS Número 2 do ranking mundial, Serena chegou ao tricampeonato (venceu em 2002 e 2003) com uma vitória dura, definida em 7-6(7-3) e 6-2. Provando todo o domínio da família na grama, a irmã mais nova conquistou o seu 11º título de Grand Slam, mas ainda perde para Venus no total de taças no torneio inglês, já que Venus é pentacampeã. Além disso, o duelo marcou o desempate no retrospecto entre ambas. No confronto direto, cada uma possuía dez vitórias e, com este resultado, é Serena quem passa a ter vantagem. Foi ainda a quarta final entre ambas no torneio inglês, a terceira em favor da caçula. "Eu me sinto maravilhosa, nem acredito que estou segurando este troféu", comentou Serena, com seu 11º prêmio em um Grand Slam. "A Venus é quem sempre ganha, então estou muito emocionada e honrada por todas estas conquistas." Para a mais velha, que perdeu a chance de ser hexacampeã, não houve lamentações. "Ela jogou o melhor tênis hoje e tenho de parabenizá-la. Não foi a pior coisa (perder para Serena), tanto que ainda estou sorrindo. Já tive grandes momentos aqui e ainda terei outras chances, vejo vocês no ano que vem." Pelo lado de Venus, terceira do mundo, restou à veterana de 29 anos lamentar a quebra de sua invencibilidade em Wimbledon. Ela já totalizava 20 partidas sem derrotas no tradicional torneio e chegou com certo favoritismo à final, após atropelar a líder do ranking Dinara Safina, por 6-1 e 6-0. Para Serena, a vitória representa uma chance para voltar à liderança do ranking mundial, no duelo particular contra Safina. Campeã do Aberto dos Estados Unidos, em 1999, 2002 e 2008, ela terá boas chances para tentar retornar ao topo até o fim da temporada."

Fórum

Orijuwon

Let's discuss differences and similarities

Hi, I'm a Black man from the U.S. looking to explore the commonalities and differences between black culture, society and politics in the U.S. and Brazil. Holla Back.

Iniciado por Orijuwon 1 dia atrás.

joao augusto da silva

somos iguais 1 resposta 

perante a deus somos todos iguais as igualdades estão em direitos para todos onde estudo a saude estão em primeiro lugar não importa cor ou raça meu ponto de vista não precisamos de cotas pra univ...

Iniciado por joao augusto da silva. Última resposta de ELIZABETH SÁ RIBEIRO 27 Maio.

michelle guerrero ohl

Qual o espaço da cultura negra hoje? 10 respostas 

"Qual o espaço da culutra negra hoje?"

Iniciado por michelle guerrero ohl. Última resposta de Roberta Felintho 13 Maio.

Alexandre Xucrusale

SABEDORIA DE MARTIN

"Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo." Martin Luther King

Iniciado por Alexandre Xucrusale 28 Abr.

FÁBIO FRANCISCO DE SOUZA

ESPAÇO CULTURAL ALMIRANTE JOÃO CÂNDIDO

O ESPAÇO CULTURAL ALMIRANTE JOÃO CÂNDIDO ESTÁ LOCALIZADO: RUA DEFENSOR PÚBLICO ZILMAR DUBOC PINAUD, 232 - 3º ANDAR DO PRÉDIO MERITI-PREVI - VILAR DOS TELES - SÃO JOÃO DE MERITI - RJ RESPONSÁVEL: ...

Iniciado por FÁBIO FRANCISCO DE SOUZA 26 Abr.

isabel cristina legi

TENHO ORGULHO DE SER NEGRA 4 respostas 

ORGULHO DE SER BRASILEIRA,MAIS ORGULHO AINDA DE SER NEGRA DA NAÇÃO ZUMBI

Iniciado por isabel cristina legi. Última resposta de Rogaciano Douglas de Oliveira 21 Abr.

Alexandre Xucrusale

Ducunt volentem fata, nolentem trahunt

Tradução... (Os que têm vontade, o destino os conduz; os que não têm, o destino os arrasta). Boa semana para todos!!!

Tag: www.xucrusale.blogpost.com

Iniciado por Alexandre Xucrusale 6 Abr.

Luciana

Crianças Do Brasil

É tupiniquim, é guaraná É de gangazumba, é zumbi Brilha o chão de Minas, grão Pará Velho Chico, bom de navagar Comendo poeira no sertão Chora o sertanejo violão É dona Maria, seu José Água de beber...

Iniciado por Luciana 8 Jan.

Lilian de Lourdes Alves

Discriminação 7 respostas 

Estou cansada de só porque eu sou negra todo mundo achar que eu uso drogas só por que gosto de Bob Marley!!!!Eu vou sim em baladas blacks e gosto disso,não sou nenhuma libertina ou vagabunda por is...

Iniciado por Lilian de Lourdes Alves. Última resposta de Lilian de Lourdes Alves 18. Dez, 2008.

Luciana

somos iguais 3 respostas 

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar...

Iniciado por Luciana. Última resposta de Marcus Cruz 18. Dez, 2008.

 
 

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