Feira Cultural Preta

"Curta, Conecte, Produza Cultura Negra"

Plataforma cultural, cujo objetivo é promover o diálogo inter-racial, a partir da cultura negra. www.feirapreta.com.br

Fórum

michelle guerrero ohl

Qual o espaço da cultura negra hoje? 26 respostas 

"Qual o espaço da culutra negra hoje?"

Iniciado por michelle guerrero ohl. Última resposta de Francisco Henrique 1 dia atrás.

Daniel Tranza Negra

FEIRA DE VINIL

Vem aiiiiiiiiiiiiiiiiii A partir de Janeiro VEM AI EM JANEIRO NO PROJETO VITROLA'S BAR """ A FEIRA DE VINIL "" VC DJ'S, LOGISTA OU COLECIONADOR ENTRE EM CONTATO PARA AGENDAR SEU ESPAÇO FONE. 5677....

Iniciado por Daniel Tranza Negra 1 dia atrás.

Rê Morais

Infancia Roubada!! Ano Inteiro de "Dias" da Consciencia Negra!! 13 respostas 

Deveríamos continuamente reavaliar como atitudes de preconceito étnico comprometem a identidade e auto-estima da criança negra, podendo levá-la a um processo de exclusão social. Infelizmente o prec...

Iniciado por Rê Morais. Última resposta de Solon Marcondes 26 Nov.

dj cuiabano o massacrador

cd especial de natal http://sharex.xpg.com.br/files/9147244822/BAIKE.rar.html

baixe ai galera o mais novo cd do dj cuiabano so as melhores do ano

Iniciado por dj cuiabano o massacrador 24 Nov.

Música

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Milton Nascimento

Um exímio compositor e dono de uma das mais belas vozes do Brasil, Milton Nascimento é um dos destaques da música popular brasileira. Despontou nos anos de 1960, quando foi classificado no II Festival da Canção, da Rede Globo, com as músicas Travessia, Morro Velho e Maria, Minha Fé. Percorreu uma trajetória que conta hoje com [...]

Comunidades quilombolas aguardam títulos de terra

Fonte A Tarde Rafael Oliveira Uma das três comunidades baianas beneficiadas pelos decretos de regularização fundiária de quilombos, assinados nesta sexta, em Salvador, pelo presidente Lula, a comunidade de Nova Batalhinha, a 60 quilômetros de Bom Jesus da Lapa, passou o dia de sexta no seu pacato ritmo de vida rural.  Agora, a expectativa das 21 famílias [...]

Intolerância, Xenofobia e Racismo

Dia 20 de novembro que tal iniciarmos com  um propósito UNIVERSAL? Chega de intolerância, racismo e xenofobia. Sejamos capazes de  respeitar as diferenças. Posted in Uncategorized

Dia da Consciência Negra

Sexta-feira a festa em Salvador que já começou desde o início deste mês chega ao seu apogeu. São várias as atividades em comemoração ao 20 de novembro. Às 14 horas começa o ato público na Praça Castro com a apresentação de artistas locais.  A programação, que vai contar com a presença do presidente Lula será encerrada [...]

CONSCIÊNCIA NEGRA 2009: DEBATE SOBRE TURISMO ÉTNICO

Fonte:  Jornal A Tarde Billy Arquimimo fala sobre turismo étnico. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE O que significa turismo étnico? O turismo em Salvador, tão centrado na cultura afro-brasileira, já não seria étnico por natureza? Esta e outras questões sobre o tema foram abordadas nesta entrevista que fiz com Billy Arquimimo, coordenador de Turismo Étnico, [...]
 

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Feira Cultural Preta promove:







Vem ai.... VIII Edição da Feira Cultural Preta
"Herança Compartilhada: Negros es Índigenas"
13 de Dezembro de 2009 - das 12h às 22h
Palácio das Convenções - Anhembi - São Paulo



8ª Edição Feira Cultural Preta 2009

Outra vez a cidade de São Paulo recebe um dos maiores eventos de valorização e apreciação da cultura negra. O tradicional encontro nacionalmente conhecido como Feira Preta Cultural acontece no dia 13 de dezembro, das 12h às 22h, no Palácio das Convenções do Anhembi.

Nesta 8º edição o tema será: “Heranças Compartilhadas Negros e Índios”. Com esta temática abordamos duas culturas que tiveram que reagir se defender, resistir e tentar revidar para não sucumbir. Tanto o negro quanto o índio influenciaram com seus cânticos, artes, danças e religiões parte do que é produzido pela cultura contemporânea brasileira. Segundo Adriana Barbosa, idealizadora do projeto, a intenção é proporcionar ao público reflexão sobre duas culturas importantes na construção da nossa sociedade.

A programação cultural de 2009 será marcada pela diversidade. Artistas plásticos, literários, cineastas, religiosos, estilistas, dançarinos, entre outros produtores de cultura que celebram esta riqueza.

O público será convidado a interagir com as artistas por meio de oficinas, bate-papo, desfiles e manifestações culturais. E mais: na Passarela da Preta, a marca de roupas Balaco traz em sua coleção a visão estética da mistura do negro com o índio.

No Palco Alternativo o espaço estará livre para experiências sonoras e a artistas underground. No Microfone da Preta, ambiente de troca de idéias, os visitantes terão o microfone aberto para expressar seus pensamentos.

A Feira conta ainda uma série de palestras e oficinas culturais nas áreas de gestão de negócios, empreendedorismo, política pública, turismo étnico, educação entre outros temas relevantes.

Espaços Culturais, Mercado da Preta e Degustasom com o Boteco Vila do Samba e atrações musicais com a Liga do Samba Rock: Clube do Balanço, Opalas e Sandálias juntos no mesmo espetáculo musical.

O encontro que recebe cerca de 10 mil pessoas em cada edição, é conhecido por reunir música, dança moda, culinária, literatura, cinema e outros elementos da cultura negra em um só local.


Programação da Feira Preta

Palco da Preta (Principal)
Mestre de Cerimônia Max (Grupo DMN)
Ato Ecumênico Inter-Religioso (Pai Francisco de Oxum, Padre Ennes, Mãe Conceição).
Grupo Gege Nagô
Discotecagem da Grande Família (Dj MF, Dj King e apresentação de dança com Shaquila e Ana Célia
Dança Popular Casa do Boneco
Dança Popular Umbigada de Tietê Show Musical - Thula
Liga do Samba Rock – Opalas, Sandália de Prata, Clube do Balanço.
Boteco Vila do Samba - Roda de Samba com amigos do João e convidados da Vila do Samba
Oficinas Culturais
Oficina de Tecidos Jaergerton
Oficina de Tambores com Zé Benedito

Exposições Permanentes
Prêmio Educar pela Igualdade Racial - CEERT
Palestras:
Violência Social
Direitos Humanos e o Combate ao Racismo
Juventude e Cultura
Identidade Negra e a Mídia
Herança Compartilhada

Artistas Plásticos:
Guilherme Scabin
Achiles Luciano
Rodrigo Felipe
Edson Ikê
Helder Oliveira

Exposição de fotografia:
Sidney Salatiel
Secretaria da Justiça: Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena.
Fotos e apresentações com Tribos Indígenas
Acervo Identidade Brasil
Moda e acessório afro com Marisa Moura

Intervenção Literária
Sarau Literário- Espaço da literatura
Lançamento Selo Negro: Gevanilda Santos, Oswaldo Faustino, Dagoberto Jose Fonseca.
Elizandra Souza
Michael Yakini
Sacolinha – Ademiro Alves

Intervenção Cultural
Casa do Boneco de Itacaré Bahia
O Grupo de Teatro Os Crespos
Desfile de Roupas Afro com Balaco

Intervenção Cultural da Paz
Iya-Ekedji Ogunlade
Dom Frei Izaias Santos
Bispo Anglicano
Irmão Ney Cláudio Costa de Oliveira-Reverendo
Cris Gimenez –Bruxa, wicca e espitualista
Mahesvara Caitanya Das - Sacerdote Brâhmana
Lia Bergmann B”Nai ‘ B Rith (Federação Judaica de São Paulo)
Christian Lepelletier - Reverendo da Igreja da Unificação
Maria Aparecida Nalessio – Umbanda
Xeique Armando Hussein Saleh – Missionário pela Paz Mundial.

Palco Fnac (Palco Alternativo)
Dj Residente – Ajamu
Capoeira com Mestre Alcides
Dança Afro – Grupo Pombe Oriba
Grupo Soul Conection
Dj Cezar (Zezão Eventos)
Show do Rael da Rima
Show da Rinha dos Mcs com Criolo Doido e Dj Dan Dan
Maracatu Ilê Alafia
Marks
Dança Vanessa Soares

Filmes
Cerâmica de Barra
13 Produções: Versificando
Odum Produções: Dê Bata A sua Ideia
Acervo SEPPIR
Acervo Itesp
Identidade Brasil: Dona Cadu
Balé de Pé No Chão
Âme Noire-Black Soul
Twelve Disciples of Mandela
XIII Marcha Noturna
Festa Da Mãe Negra
Mocambos Invisíveis

Feira Preta Cultural 2009
Data: 13 /12/2009 das 12hrs as 22hrs
Local: Palácio das Convenções - Anhembi - São Paulo
Telefones: (11) 3031-2374
Sites: www.feirapreta.com.br / http://feirapreta.ning.com
E-mail: imprensa@feirapreta.com.br
MSN: feirapreta@hotmail.com.br
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=OwmFmuLLONk
Venda de Ingressos
Venda de Ingressos: www.portaldoingresso.com.br
Adulto
Venda por Lotes:
1º. 10,00 Até 30/Nov
2º. 12,00 Até 10/Dez
3º. 15,00 Até 13/Dez
Lote único até 20/11: 8,00 Reais (Estudante) (cota limite)
* (ingressos válidos para qualquer dia e para maiores de 08 anos)
Isenção de Ingresso (Cota limite)
Entrada Livre: Menores de 08 anos e maiores de 65 anos
Reserve seu ingresso!
Para aquisição de ingressos acesse o site Portal do Ingresso ou informe-se sobre os pontos de venda.
(vendas pela internet têm taxa de conveniência de 15%; o limite para compra no site é de 10 (dez) convites por acesso.
* CAPACIDADE DO LOCAL SUJEITO A LOTAÇÃO

Como chegar
De ônibus
A partir do terminal de Ônibus Barra Funda, tome o Metrô até a estação Sé, troque para a linha norte-sul, no sentido Tucuruvi, desça na estação Tietê.
A partir do Terminal de Ônibus /Metrô Tietê, tome o ônibus Ceasa (linha única) e desça no ponto em frente ao Anhembi – Auditório Elis Regina.
A partir do Aeroporto de Congonhas
Tome o ônibus executivo para o Terminal Rodoviário do Tietê na Avenida Washington Luiz, no ponto ao lado da passarela. Veja detalhes sobre transporte gratuito da estação Tietê para o Anhembi ao final desta página.
A partir do Aeroporto de Cumbica - Guarulhos
Tome o ônibus para o Terminal Rodoviário Tietê, que sai a cada 45 minutos. Veja detalhes sobre transporte gratuito da estação Tietê para o Anhembi ao final desta página.
De taxi
Se desembarcar no Aeroporto de Congonhas: Optando por taxi especial, sua despesa deverá ser de aproximadamente R$ 55,00 até o Parque Anhembi. Optando por taxi comum, o custo deverá ser aproximadamente R$ 50,00 até o Parque Anhembi.
Se desembarcar no Aeroporto de Cumbica - Guarulhos: De taxi, o custo será de aproximadamente R$ 90,00 até o Parque Anhembi.

IMPORTANTE: a Organização do evento não se responsabiliza por nenhuma alteração e/ou diferença nos valores e itinerários.
ESTACIONAMENTO DO ANHEMBI (A FEIRA PRETA NÃO TEM NENHUMA RELAÇÃO COM O ESTACIONAMENTO QUE É EXCLUSIVAMENTE GERIDO E ADMINISTRADO PELA SP TURIS).
Carro
R$ 25,00
Ônibus e Van (Caravanas)
R$ 45,00

Fotos

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Eventos

Blog da cidinha

Aconteceu em São Paulo!

Cheguei à cidade que escolhi para viver, deixei a mochila no maleiro do aeroporto e fui do Sul (Guarulhos) ao Norte (Pirituba) para o sarau do Coletivo Elo da Corrente. Êta lugar benfazejo! Aqueles tambores, aquelas folhas e pétalas de rosa no chão, Clara Nunes no toca-cds, aquilo tudo me transporta para a minha adolescência, para os templos de umbanda, susto e fascínio. É o sarau mais negro do mapa literário de São Paulo. Era a festa do poeta Carlos de Assumpção, 82 anos de poesia negra, e lançamento de uma coletânea de poemas, “Tambores da noite”, publicado pelo Coletivo Cultural Poesia na Brasa. O poeta lá, firme. Eu adquiri o livro, pedi autógrafo e logo me chamaram para ler. Fui lá e fiz a primeira leitura pública do Pentes em Sampa. Meu coração bambeou quando vi Carlos de Assumpção atento à leitura. Um pouco depois o Marciano, do Ciclo Contínuo, muito emocionado, nos convidou à leitura conjunta do Poema "Protesto". Longo poema. Fui bem até a metade e aí o velho coração desbordou, eu balbuciava, mas a voz não saía. E não sei bem o que me fez chorar, talvez a alegria do poeta, a emoção do Marciano Ventura, aqueles tambores, que calam tão fundo em mim. Talvez o fato de estar frente a frente com um desbravador e a responsabilidade de carregar o bastão que ele nos entrega, a nós, as gerações mais novas. Ainda tive a chance de trocar idéias com os amigos queridos Allan da Rosa, o sorridente Marciano, Akins Kintê e o Michel Yakini. Mais tarde foi a vez de conversar mais detidamente com a Raquel Almeida, nosso primeiro papo de verdade, na casa dela, onde dormi. Foi ótimo. É tão alentador ver uma mulher jovem enfrentando o machismo dos amigos (recalcitrante e venenoso) com a coragem de uma leoa a proteger sua própria dignidade e a de todas as mulheres. Fiquei muito feliz e orgulhosa por conhecer esta Raquel. Na sexta-feira pela manhã fui comprar flores para o lançamento do Pentes e à noite, assisti o "Ensaio sobre Carolina", espetáculo dos Crespos. Gostei muitíssimo da performance dos atores Sidney Santiago e Lucélia Sérgio, gostei também do cenário. O texto de Carolina (Maria de Jesus) sempre me nocauteia, é visceral demais. Justamente por isto, qualquer acréscimo pode se tornar excessivo e foi esta a minha sensação. Achei inadequada a inclusão de situações contemporâneas de discriminação racial no texto da peça, visando, talvez, uma interação maior com o público. No sábado rolou o lançamento do Pentes na Odun Formação e Produção, uma festa belíssima organizada por Viviane Ferreira e sua equipe. Houve performance de Evani Tavares, Sidney Santiago, Maria Gal e a música maravilhosa do Kadhira Neiva. A apresentação do Pentes, peça fina e preciosa, foi escrita e lida pelo amigo Emerson Inácio, professor de literatura na USP. Em breve vou postá-la aqui. Eu também li uns trechos do livro, acho importante que as pessoas ouçam a dicção da autora. Finda a saga paulistana, preparo-me para a segunda parte da odisséia, Salvador. Aguardem notícias (Na foto Carlos de Assumpção e Marciano Ventura).

Vozes marginais na literatura

Terminei na semana passada a leitura de "Vozes Marginais na Literatura", de Érica Peçanha do Nascimento, publicação bonita e bem cuidada da editora Aeroplano, Coleção Tramas Urbanas. O livro me arrebatou. Saí do lançamento com meu exemplar autografado e comecei a lê-lo no metrô, enquanto me dirigia ao hotel. Nos seis dias seguintes, queria chegar em casa rapidamente para prosseguir a leitura. Não me lembro quando foi a última vez que uma obra não-literária me tomou, assim. O estilo de escrita de Érica flui, seduz pela leveza, objetividade e fidelidade às construções discursivas dos informantes. Entretanto, merecíamos ler mais das reflexões sagazes da autora. Em certos momentos quis ver mais análise do discurso e menos reprodução das idéias dos informantes, por exemplo, no capítulo 3, "Por uma interpretação antropológica do movimento de literatura marginal dos escritores da periferia". Neste aspecto, parece-me que o livro deixou de ganhar em ousadia, atributo correlato ao conhecimento e perspicácia analítica da autora. Ainda sobre o estilo, um contraponto interessante à elegância da escrita de Érica é o posfácio do livro, um texto acadêmico burocrático, não-criativo, como lemos freqüentemente por aí. É embasada no quão longe Érica pode ir, ainda que limitada pelo alcance da minha mirada, que faço os comentários críticos a seguir, motivados pela leitura de um livro inspirador: 1 - Parece-me haver uma certa santificação das ONGs que têm apoiado o Movimento de Literatura Marginal em São Paulo. É honesto dizer que os saraus e outros aspectos da mobilização literária periférica pegam muita gente pelo coração porque o tema bombou e isso dá visibilidade política e pedagógica, aumentando assim, o poder de fogo junto a agências financiadoras. "Ninguém é inocente em São Paulo", já disse o Ferréz, num título muito feliz. Obviamente, sei que estou numa posição muito mais confortável do que a da autora para fazer esta observação, mas, de alguma forma, esperava encontrá-la no livro. No último capítulo, "A atuação político-cultural dos escritores da periferia", há elementos pouco explorados que, caso merecessem maior atenção, poderiam contribuir para posicionar a literatura periférica como voz autônoma e pró-ativa no mercado editorial brasileiro; 2 - Poderiam ser abordados os trabalhos de geração de renda e mesmo os empregos promovidos pela movimentação da literatura periférica; 3 - As estratégias de promoção e comercialização do objeto-livro no Movimento de Literatura Periférica merecem atenção, pois têm muito a ensinar ao mercado livreiro e 4, precisa ser debatida também, a questão da tiragem dos livros feita pelos autores periféricos e o quanto este grupo é precursor das doses homeopáticas de edição, feitas à conta-gotas, à medida que o livro circula. Lemos por aí uma louvação desmedida a editoras de classe média que têm adotado esta estratégia (publicação de um certo número de exemplares de acordo com a demanda e fôlego de circulação da obra) como se tivessem inventado a roda. Do lado de cá, a moçada da literatura periférica já vem fazendo isso há tempos, justamente porque tem feeling de mercado. Ainda que não tenha sido o propósito do livro, senti falta de mais comentários sobre as questões de gênero, sobre a ausência numérica de mulheres no movimento, sobre o machismo que as subalterniza, bem como do debate racial, que acabou se resumindo à auto-declaração de pertencimento racial dos informantes e de seus pais e à declaração reiterada de que um dos sujeitos entrevistados pertence ao Movimento Negro. "Vozes marginais na literatura" se impõe pela qualidade da escrita, pela riqueza de dados e adequação da análise, pelos resultados da pesquisa sensível e humanizada levada a termo pela autora e não, pela legitimidade do tema. Isso é fundamental, tanto para o trabalho de Érica, quanto para a literatura que fazemos nós, periféricos, negros, mulheres, gays e lésbicas escritoras e escritores, dentre outros sujeitos não canônicos. O livro de Érica nos convoca a que nos estabeleçamos no mundo literário por meio da literariedade dos nossos textos, pelo apuro da forma e pela universalidade que emprestamos aos nossos temas legítimos. De minha parte, aceito a convocação.

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Rê Morais

Uma África em mim!!

Postado por Rê Morais em 29 novembro 2009 às 14:30

Rê Morais

Sou

Postado por Rê Morais em 28 novembro 2009 às 11:00

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Aviso da lua que menstrua (Elisa Lucinda)

Postado por Montsho =) em 28 novembro 2009 às 10:14

 
 

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Notas

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Vem aí VIII Feira Preta 13 de Dezembro no Anhembi

 

Criado por adriana barbosa 29 Abr 2009 at 2:15. Atualizado pela última vez por adriana barbosa 12 Set.

 

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